Pratique Yoga

Fez 2 anos que pratico Yoga. A Yoga chegou a minha vida de repente, um presente. Desde sempre praticava esportes, antes de chegar a Yoga eu estava nadando e fazendo musculação. Então eu sempre estava trabalhando o corpo. Anteriormente, um médico ortopedista havia me indicado Yoga direcionada à melhoria da minha coluna. Não dei ouvidos na época. Eu, acelerada do jeito que era como iria conseguir meditar? Pensei: “Sem chances”. Mas, nem sabia ao certo como era a prática.

Aos 29 anos passei por crises de ansiedade. Um momento emocional difícil e forte. Nunca tinha me sentido daquele jeito. Percebi que eu não estava bem e em poucos dias procurei uma psicóloga que já conhecia, comecei a fazer terapia, fiz por 10 meses. Voltei a fazer acupuntura, desta vez não para a coluna, mas para ansiedade e decidi procurar a Yoga.

Lembro que a primeira aula eu simplesmente relaxei tanto que apaguei. Isso mesmo, dormi no “shavásana”, a ponto da professora ter que me acordar. Senti-me muito bem, e a primeira coisa que eu observei nas primeiras práticas é que eu não sabia respirar direito. Isso mesmo cheguei aos 29 anos sem saber Respirar (bem básico né? e veja bem, eu fiz uma década de natação). Sabe aquele ditado: “Respira e não pira”. É isso. Regra número um da existência: Respira. Sempre é bom lembrar esta regra.

Pois bem, mais uma vez, constatei nesta vida que: não sei de nada. Esta também é uma regra que é bom que nos lembremos. A cada prática, descobertas. Consegui chegar ao lugar de observador de mim. Apenas respirar e observar. E lembrar-se disso. Sim, havia um lugar dentro de mim que eu poderia ser apenas um observador da mente, sem julgamentos. Haveria lugares dentro da mente? Pois é.  Também havia músculos em meu corpo jamais trabalhados, ou, que nunca senti serem trabalhados (e olhe que eu nunca fui sedentária). Sim, existe força em cada molécula nossa. Havia um recado pra si em tudo aquilo: É preciso estrutura e espaço. Já estudava Einstein a relatividade do tempo e espaço. E então digamos que surgiu a regra número 3: É preciso despertar. Havia a cada prática um novo Eu sendo desvelado. Como poderia? Uma certeza vibrou dentro de mim, isto é uma ciência divina.

Poderia eu criar espaços internos? Sim. Poderia direcionar minha respiração para algo que eu identificasse que deveria ser trabalhado internamente? Sim. Um mundo novo se abriu. Um mundo interior. O universo. Existem “asanas” (posturas) que trabalham cada necessidade. Existe o “Pranayama”.  Abriria-se o livro do meu ser para que eu lesse. E eu estava sentido no físico, mental e espiritual. É como dizem: Virou uma chave. No Yoga estou aprendendo a me acolher. Estou aprendendo, por que a caminhada é longa para ser inteiro. Estar inteiramente no presente é um desafio.

Sete meses após iniciar a Yoga eu descobri que estava grávida. E continuei a prática. Assisti a transformação do meu corpo por 9 meses, senti com intensidade cada mudança no corpo. Criando assim espaços internos para receber um ser. Ter vivido isto é um presente que recebi e sou grata. Aprender a respirar me auxiliou a parir. Conhecer os meus limites profundamente e expandir-se devagarinho. Sentir que há lugares e espaços internos que eu preciso conhecer e respeitar, e que eu preciso expandir. Isso me move a continuar seguindo buscando o autoconhecimento. Parar para se observar a cada prática é um presente. Aprendi que a crise realmente é uma oportunidade. Se eu não tivesse atravessado a crise, não teria vivido tantas descobertas e nem conhecido as pessoas que encontrei no caminho.

De Yoga eu sei quase nada, de mim estou conhecendo. Mas se eu pudesse dizer algo para você fazer mesmo sem te conhecer eu diria: Pratique Yoga.

“A verdadeira liberdade está na unidade. Eu preciso deixar de me sentir diferente dos outros. Cultivar o amor. O amor reaproxima, vence a distância e a ignorância” (Professor Hermógenes).

Om…

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Fotografia registrada em São Lourenço – MG, no Parque das Águas, grávida de cinco meses.

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E todo caminho deu no mar

Já dizia Caymmi em sua canção: “Andei por andar, andei e todo caminho deu no mar”.

Sou do litoral da Paraíba. Desde criança, aos finais de semana sempre estávamos na praia, eu, meus pais e irmãos em uma associação a qual meus pais eram sócios. Então, cresci ao lado do mar. Desde a adolescência tinha o hábito de caminhar à beira-mar, sempre que íamos à praia. O mar sempre me trouxe muitas sensações, também em sonhos. Tenho um sonho recorrente com o mar, que sempre antecede períodos de grandes mudanças na minha vida.

Nunca pensei que um dia fosse morar no interior, longe da praia. Hoje estou adaptada, mas no início sentia muito de ter que fazer todo um planejamento e ter que viajar quilômetros para ver o mar. O mar não era mais, literalmente, aquele meu infinito particular.

Quando fui morar no interior do Rio Grande do Sul por um período, eu sonhava frequentemente com o mar, e estávamos a mais o menos 700 km do litoral. Quando vim morar no interior de SP acontecia à mesma coisa, por um longo período foi assim, muitas vezes acordava com o barulho forte da onda quebrando em meu sonho, e ao acordar, por um segundo eu achava que o mar estava ali bem próximo mas era apenas sonho. Minha memória estava ancorada à beira-mar. A verdade é que o mar está dentro de mim.

Esta semana tive a alegria de apresentar o mar a nossa filha, no auge dos seus quase 9 meses de vida. Surpreendente é o mundo da criança, o mundo palpável, que precisa tocar para conhecer. Ela ficou encantada com o movimento das ondas: vir, inundar e depois retornar; Com a areia molhada e escura entre as mãos e a água que surgia cada vez que ela cavava o chão. Deu gargalhadas com as ondas molhando seus pequenos pés. Com o olhar expressivo ela procurava compreender aquele movimento, aquela imensidão.

E assim vivemos histórias e criamos memórias. Juntas à beira-mar, vivendo a nossa história e recordando a minha. Registrado no coração e também em fotografia.

DSC_0821Praia da Enseada, Ubatuba-SP.

(Esta praia é ótima para levar as crianças).

 

Ser mãe

O sentimento do coração de mãe abraça as dores do mundo

Uma mãe sente

Ser mãe é ser profundo

Amar intensamente

Ver outra mãe e sentir empatia

Alguém na mesma travessia

Ser amor e porto seguro

Ser ancoradouro

Ser abraço e dar a mão

Ofertar todo o seu coração

Ao seu filho, seu tesouro

Ensinar tudo que há

Aprender a ser mar

Amar imensamente

Florescer o seu melhor

E oferecer a este mundo

Ser consciente da missão

Observar a criação

Mergulhar além de si

Nesta vastidão

Compreender que é tudo e é nada

Ser raiz

Ser apenas aprendiz

Deste amor grandioso

Universo luminoso

Dentro de um coração.

Vanessa Pinheiro

(26 de novembro de 2018, Lua Cheia)

Dedico esta poesia à minha mãe Aidê, que faz aniversário hoje.

Copo_de_leite_MG

Flor Copo-de-leite, fotografia registrada por mim em Monte Verde-MG.

Relato de Parto

Minha filha está com 8 meses e só agora consegui  escrever o relato de parto. Primeiramente, já adianto que é textão mesmo, pois meu trabalho de parto foi longo e a jornada até ele também. Tentarei resumir dividindo em duas partes, a jornada na gravidez e o parto.

A Jornada

Minha gravidez foi planejada. Primeira gravidez. Trinta anos. Tive uma gravidez tranquila, trabalhei muito até a 38ª semana. Sempre pratiquei atividades físicas, pois tenho uma escoliose acentuada dorso-lombar e é recomendação médica que eu pratique. Durante a gravidez continuei a praticar Yoga e voltei a praticar Pilates a partir do 5º mês de gestação. Queria fortalecer minha coluna com receio de sentir muitas dores com o peso da barriga. Continuei também a acupuntura que já vinha fazendo. Para minha surpresa, minha coluna não incomodou nada na gravidez, fiquei impressionada. A alteração que tive foi no ouvido. Isso mesmo, gravidez é uma caixinha de surpresa. Tive uma crise de vertigem muito forte e após investigarmos e fazer exames descobri que era uma VPPB (Vertigem Posicional Paroxística Benigna). Nem sabia que isso existia (rsrs). Segundo a fonoaudióloga e o Otorrinolaringologista que me acompanhou, uma manobra corrigiria. E assim foi feito, passei quase um mês sentido a tontura ao mexer a cabeça em algumas posições, para me abaixar, levantar, deitar… até descobrir o diagnóstico. Era muito incômodo, uma tontura giratória que fazia perder o equilíbrio até andando, enjoar e vomitar, logo eu que não tive enjoos nem no início da gravidez. Após a manobra, feita pelo Otorrino, não tive mais episódios e seguimos com as atividades.

Desde o início eu queria muito conseguir ter um parto normal. Pelo simples fato de nunca ter feito nenhum procedimento cirúrgico na vida, eu tinha muito medo de ter que fazer. Tinha muitos receios quando engravidei, tive que desmistificar muita coisa. Primeiramente esquecer que eu não poderia ter um parto normal, era o que os ortopedistas me falavam, que eles não arriscariam devido minha coluna e blá e blá… depois descobri com as obstetras e um osteopata (antes de engravidar fiz uma avaliação da minha escoliose) que uma coisa não tinha nada a ver com a outra. Eu pensava muito na minha recuperação, no pós-parto, e principalmente que nossa filha tivesse um nascimento respeitoso.

Então, comecei a me informar sobre partos normais, assistência e afins. Trabalhava em um hospital que atendia SUS e lidava diariamente com muitos médicos, um corpo clínico grande, no setor de contratos e repasses. Estava dentro da área de saúde e via e ouvia muita coisa.  Liguei para uma amiga que teve um parto normal humanizado e conversei muito com ela. Ela me indicou uma equipe e comecei meu pré-natal. Mesmo na correria, eu agora respirava este universo de partos. Entrei em um grupo fechado de apoio ao Parto Normal no Facebook. Neste grupo, praticamente todos os dias tinham publicações de relatos de partos por todo Brasil e também no exterior. Tinha também posts de dúvidas, que eram muito ricos, aprendi muito. Lá tinha doulas, enfermeiras,  mães, gestantes, médicas e outros profissionais de saúde fazendo parte do grupo, todas trocando informação, conhecimento e experiência.

Todos os dias eu lia relatos de partos, virou hobby, rs. E comecei a ler para o meu marido (hahaha). No início ele não aguentava mais ouvir tanto sobre parto, mas depois ele começou a achar legal e se interessar, porque assim como eu, ele foi aprendendo mais sobre o assunto, possíveis intercorrências sujeitas a acontecer, situações e etc. Ele me acompanhou praticamente em todas as consultas e exames. E foi se informando também… Até que ele começou a mandar matérias a respeito para mim, fiquei tão feliz quando isso aconteceu, ele estava envolvido com este objetivo junto comigo. Me senti apoiada.

Assistimos o filme “O Renascimento do Parto” juntos. Entrei em um grupo de uma roda de apoio a humanização, aqui da região. Participei de uma Roda presencial, a Rodabebedubem. Estas rodas são muito importantes, tem muito amor, conhecimento e acolhimento. Meu esposo foi comigo e também gostou muito.

Por volta do 6º mês tomamos a decisão de mudar de equipe e procurar uma obstetra humanizada que assistia partos numa cidade próxima aqui, ela assiste partos normais humanizados no hospital que o nosso convênio cobre. Havia uma sala de parto humanizado neste hospital e a internação poderia ser pelo nosso plano de saúde. Então seria um custo a menos, já que a equipe era particular. A essa altura eu já vinha conversando esporadicamente com duas ótimas e experientes Doulas.

Consegui uma consulta para Dezembro, minha data prevista de parto era 25/02. Muita ansiedade e expectativa para saber se daria certo a médica nos assistir. Fomos muito bem acolhidos por ela, nos recebeu no consultório com um abraço e um sorriso aberto. Uma grande profissional e uma pessoa diferenciada, demasiadamente humana. Não sentíamos nas consultas aquela distância comum “médico-paciente”. Traçamos estratégia de atendimento ao parto, já que eu vinha de outra cidade. O plano A era ficar em um hotel em frente ao hospital quando eu entrasse em trabalho de parto para não ter que retornar para cidade que moro e nem me internar cedo demais. Ela conversou conosco a respeito do trabalho da Doula e disse que é essencial. Em todas as consultas tirávamos muitas dúvidas, ela me passou muita segurança e tranquilidade com seu jeito humano e sua experiência.

Ainda em Dezembro, fechamos com a Doula, a Ariane. Ela foi indicada pela minha amiga que falou o quanto foi bem acolhida por ela em seu parto e pós-parto. Continuamos na jornada. A Ariane conversou comigo se eu quisesse ver a possibilidade de ter uma enfermeira obstetra que me assistisse no trabalho de parto, o período que eu estivesse em casa, indo me avaliar. E me indicou a amável Kátia. Entrei em contato, ela é uma profissional muito amorosa e atenciosa, ficou em contato comigo, me enviava informações, conversávamos e ela veio aqui em casa tomar um café com a gente, nos conhecer e se familiarizar conosco. Ela já conhecia a médica e estava acostumada a atender partos com ela. A Doula também fez 2 visitas aqui em casa antes do parto, conversou com a gente sobre o parto, as fases de trabalho de parto e o que podemos fazer. Emprestou-me um livro chamado: Parto ativo, da Janet Balaskas.

A presença delas conosco nos deixou mais seguros que tudo viria dar certo. Lembro que fiquei muito emocionada por ter encontrado estas mulheres, profissionais tão humanas e acolhedoras que me passaram tanta segurança.  Nada é por acaso. Agora era só esperar a Maria Flora vir… (hahaha até parece que é tão simples assim).

O Parto

Cheguei na 40ª semana, tudo tranquilo, sem sinais de parto. A partir deste momento comecei a ir ao consultório de 2 em 2 dias e também ao hospital fazer o cardiotoco. Fiz também a última ultra no hospital mesmo, tudo ok. Conversei com a Doutora se poderia fazer uma acupuntura nos pontos de indução. Tudo certo, marquei com minha amiga e acupunturista Giuliana aqui em casa (ela foi a primeira a descobrir minha gravidez numa sessão rotineira de acupuntura, esta é uma outra história rs).

Quarenta semanas e 1 dia, sessão de acupuntura à tarde. De 1:30 da manhã, após a acupuntura, começou a descer o tampão. Falei com a Doutora e a enfermeira na madrugada mesmo. Fui dormir. Segue o baile. Com 40 semanas e 5 dias eu conversei com uma amiga que teve um parto normal recentemente e ela entrou em trapalho de parto no dia que bebeu o famoso chá da parteira Naoli. Fiz o chá e bebi, nem cócegas rsrs. Bebi outras duas vezes nos dias seguintes. Estes derradeiros dias eu fazia diariamente escalda pés com ervas e pétalas de flores, à noite, antes de dormir (sim, minha alma é metade xamã, a outra metade é aprendiz de bruxa kkkk).

O tampão ficou descendo por dias e nada de Trabalho de parto (TP), só pródromos. Na quinta-feira da mesma semana fui ao consultório, tudo ok no cardiotoco, 1cm de dilatação. Combinamos de retornar na segunda-feira ao hospital e depois ao consultório, eu faria 41 semanas no domingo e a Doutora me adiantou que iria me ver a partir de então, dia sim, dia não, e se estivesse tudo bem esperaríamos até fazer 42 semanas. Se eu não entrasse em TP, faríamos a indução no hospital na outra segunda bem cedo. No sábado 03/03, a Giuliana veio aqui em casa aplicar acupuntura novamente, conversamos e ela me disse: “Fique tranquila, nascerá esta semana, não vai precisar induzir no hospital, qualquer coisa me ligue”.

Chegou o domingo, fiz 41 semanas, já vinha nestes últimos dias de gravidez fazendo caminhadas rápidas diárias e posições de Yoga. Trinta mil amigos e quarenta mil familiares ligavam e mandavam mensagem no whats app me deixando mais tensa ainda. Eu não atendia mais, meu esposo atendia e respondia as pessoas. Cheguei à 41ª semana sem sinais e chorei muito no dia. Estava muito ansiosa, descrente e preocupada. Conversei muito com minha Doula e duas amigas minhas (Lôua e Cris). A Cris, pediu para uma amiga nossa, também lá do nordeste, a Isabelisa, que é mãe e avó já, me ligar. Ela me ligou e conversou algumas coisas sobre a vida, sobre nascimento, sobre a hora certa das coisas e sobre espiritualidade. As palavras dela tiraram toda aquela tensão que eu estava, desliguei o telefone confiante e parei de chorar. Minha Maria viria, no tempo dela. Se eu me propus a esperar a natureza, teria que ser paciente, conversar com ela e entregar ao Poder Divino. Não temos controle de nada.

A segunda-feira chegou, 41s + 1d, acordei com um sangramento que me assustou, meio intenso. Meu esposo tinha ido trabalhar, eu estava sozinha. Liguei para a enfermeira Kátia, conversamos. Ela falou para falar com a Doutora, mas na opinião dela era pra ir direto ao Hospital, não esperar porque não dava pra saber assim  se o sangramento era só do colo dilatando ou da placenta e a intensidade que estava, e se fosse da placenta era melhor verificar logo. A Doutora me atendeu, estava entrando no centro cirúrgico para fazer uma cirurgia, falou a mesma coisa que a enfermeira, pra ir ao hospital, e assim que o plantonista me avaliar dar um retorno pra ela que atenderiam no centro cirúrgico o celular pra ela. Correria grande, meu esposo voltou correndo do trabalho, fomos com a pasta de exames, documentos e as bolsas, levei o plano de parto (mas não entreguei no dia) caso precisasse já ficar por lá. Cheguei muito tensa no hospital, com receio do plantonista (a) querer me internar sem eu estar em trabalho de parto.

A plantonista era uma senhora, muito gente boa, me examinou, me acalmou e conversou uns 15min comigo para verificar novamente minha pressão (pois quando cheguei tinha dado um pouco alterada), ela verificou de novo, estava normal. Disse que eu estava tensa. Fez o toque, examinou e falou que o sangue era do colo dilatando e eu estava com 2cm. Perguntou se eu estava sentindo algo, eu respondi que não, só um incômodo no pé da barriga. Ela preencheu minha ficha e me liberou, me aconselhou caminhar para ajudar dilatar e se pudesse ficar em São José dos Campos mesmo seria melhor por que eu poderia entrar em TP a qualquer momento. Liguei para minha Doula, conversamos, ela ficou feliz com a notícia que meu corpo estava “trabalhando”.

Então, a minha amiga Lôua que já havia oferecido a casa dela, nos chamou novamente para ficarmos lá. Ela mora a poucas quadras do hospital, e olha só, ela também estava gestante rs. Ficamos na casa dela de mala e cuia. Falei com a Doula, Doutora e Enfermeira. Tudo ok. Para o dia seguinte o combinado era ir ao consultório. Almoçamos em um restaurante eu e Daniel (meu marido), próximo ao hospital, antes de ir para casa da Lôua. A garçonete do restaurante estava gestante e conversou comigo sobre parto (era o segundo filho dela e o primeiro foi parto normal e rápido). O fato é que: Gestante só encontra gestante na vida, gente (rsrs).

Chegamos à casa da Lôua, na tarde da segunda-feira (05/03). À noite, antes de dormirmos… Deitamos-nos mais o menos meia-noite, conversando e tal eu comecei a sentir umas cólicas diferentes e ritmadas. Dava e passava, dava e passava. Eu não conseguia dormir. Marido se empolgou, abriu o aplicativo e começou a cronometrar o tempo de intervalo das cólicas/contrações. Mandou para a médica e para a enfermeira. Eu mandei para a Doula, mas falei pra ela que qualquer coisa só precisava ela vir de manhã cedo, ela ficou ligada. O negócio começou a ritmar de 3 em 3 minutos. Achamos (eu, a Doula, e a médica) melhor chamar a enfermeira para avaliar se tinha evoluído algo. Kátia chegou por volta de 1h e pouco da madrugada (06/03) na casa da Lôua. Conversamos, ela me examinou, escutou coração do bebê, aferiu minha pressão, eu pedi pra ela fazer o exame de toque, tudo do mesmo jeito, 2cm, colo afinando. Ela ficou conosco até umas 3h da manhã, lanchamos, conversamos.

Não conseguimos dormir, amanheceu rsrs, era terça-feira. E as contrações se intensificaram, ritmo irregular, porém constante todas essas horas. Então eu estava em trabalho de parto e não iria mais ao consultório, fomos informando como tava a médica. E a dor vinha mudando… Tomamos café da manhã, sempre que vinha uma contração eu levantava da cadeira, respirava fundo, me abaixava, ela ia embora eu retornava pra cadeira, conversava, comia, ria… E assim seguimos…

A Doula Ariane chegou cedo, trouxe uma bola de pilates e algumas coisas e ficamos lá na casa da Lôua. Muita massagem, meu esposo contando os intervalos, todo irregular os intervalos, 5min-7min-4min-10min, desse jeito. Ela ensinou meu esposo a fazer a massagem de alívio de dor no meu quadril. A Lôua fez um rango pra nós. E as contrações continuaram… Demos uma caminhada muito boa no bairro, eu e a Doula conversando ao ar livre…relaxei um pouco. Início de tarde eu falei pra Doula ir a casa dela ver as filhas dela depois ela voltava, se apertasse muito eu a chamava. Tentei descansar, cochilar, não conseguia. As contrações não deixavam. Por volta das 15h mais o menos, a dor aumentou muito, e eu já estava no quarto, agarrada nos travesseiros e gemendo a cada contração até parar a dor e vir de novo. A Lôua vinha e massageava, Daniel (marido) também. Ele ligou pra Ariane, ela chegou. Elas fizeram uma massagem com pedra vulcânica que a Lôua ensinou, tirava a dor com a mão, ou melhor, com as pedras rsrs.

Muita massagem, agachamentos, bola. Quando deu umas 17h mais o menos, parou tudo. Simplesmente o trabalho de parto parou. Sumiram as contrações e eu comecei a voltar à razão. Foi uma coisa misteriosa. E eu fiquei muito triste e desanimada com isso. Minha amiga Lôua ligou para o pai dela Airton (um acupunturista experiente), conversou com ele e ele explicou pra ela como apertar com os dedos os pontos certos, numa massagem, para o trabalho de parto voltar (Lôua é massoterapeuta). Ela fez a massagem nos pontos que o pai dela falou, da forma que ele explicou. Fez uma “oração”. Chorei. Duas gestantes se auxiliando. Airton falou ao telefone que era só aguardar que o TP iria voltar. E Ariane conosco também auxiliando. E meu esposo na sala brincando com as duas filhas da Ariane que vieram junto com ela. Durante o dia ele foi atualizando a médica, a enfermeira e o pediatra pelo whats app.

Fomos à farmácia do bairro, caminhando. Nada de contrações mais. Compramos algumas coisas, voltamos. Falei muito desanimada pelo TP ter parado, pra Ariane ir pra casa. E Ficamos conversando noite adentro lá na casa da Lôua. Por volta das 20h (ainda 06/03 – Terça-feira) eu percebi que as contrações estavam retornando devagar, elas vinham igual ondas novamente só que diferentes na intensidade e na dor. Estavam mais duradouras… e irradiavam para o quadril (parecia um choque aumentando de intensidade no quadril), duravam cerca de 1min a 1min e meio, bem punk, estas começaram a me cansar, eu tinha que me movimentar mais e respirar mais pra aguentar. Começou devagar, com intervalos longos (15 min). Já estava tão cansada, que nem dei muito atenção kkkk (pensei: “será que agora engrena?”). Abaixava-me, fazia as técnicas de respiração que a Doula me ensinou, me movimentava. E a Lôua e Daniel comigo. Neste período da noite, eu não mandei mais mensagem pra Doutora e pra Enfermeira, Daniel informou alguma coisa. Seguimos. Dor, intervalo, Dor. Senti que estava escorrendo mais líquido no absorvente que eu estava usando e eu estava indo muito ao banheiro. Por volta das 22h o bicho pegou. A dor ficou mais intensa e o intervalo menor. Falei com a Ariane, mas disse pra ela ainda não vir e que antes eu iria chamar a Kátia pra me avaliar de novo (quase 24 depois) pra ver se realmente evoluiu.

Deu meia noite e pouco eu não estava aguentando mais, comecei a ter uma impressão que estava passando mal, sei lá, era uma exaustão tremenda. Meu esposo estava exausto, sem dormir e queria dar um cochilo, mas não conseguiu. Eu comecei a chorar e a pedir ao meu Mestre, a Jesus e a Virgem Maria para ter um parto tranquilo e ela nascer logo e bem; Falei pra Daniel chamar a Kátia, eu estava indo muito ao banheiro, perdendo líquido e tinha vomitado. Eu disse: “Chama a Kátia, chama logo, urgente, esta criança vai nascer aqui, não estou me sentindo bem, sei lá, acho que estou passando mal, to me sentindo fraca, acho que minha pressão caiu”. Ele chamou, ela chegou rápido.

Ela entrou no apartamento e eu comecei a chorar e disse: “Kátia, me ajuda por favor, eu acho que estou passando mal”. Ela com a voz mansa e um jeito muito amoroso me acalmou. Me examinou. Falou que estava tudo bem, minha pressão estava ok, o coração do bebê também. E perguntou o que eu estava sentindo. Fomos para o quarto, ela fez o toque, falou que não sentia mais minha bolsa e perguntou desde que horas mais o menos eu estava perdendo líquido. Conversamos, ela me deu a boa notícia: eu estava com 7cm de dilatação. Ela disse: “Chegou a hora, vamos para o hospital.” Nossa aquilo me deu um ânimo grande. Tomei um banho rápido, ela ficou no banheiro comigo conversando, avisamos a Doula Ariane para ela ir direto pro hospital encontrar com a gente e a Kátia mandou mensagens e ligou para a médica, meu esposo também. Kátia foi comigo no nosso carro, deixou o carro dela na casa da Lôua. A Lôua me deu um copo de leite de castanha do Pará para eu beber antes de sair, bebi.  Nos abraçamos e fomos. Chegamos quase 2h da madrugada lá. No hospital o protocolo era a plantonista me examinar, fazer os tramites e ligar para minha médica, e meu esposo e a Kátia tentando falar com ela e o celular dela estava sem sinal. Muita tensão.

A Kátia ouviu novamente no hospital o coração da bebê enquanto eu esperava atendimento, porque na casa da Lôua, antes de sairmos, os batimentos do coração do bebê tinha dado uma queda, mas no hospital já estava tudo ok, graças a Deus. Ela foi um amor, ficou comigo, segurando minha mão, no corredor do hospital até a Doula chegar e Daniel dar entrada nos documentos. A médica plantonista me chamou, a Kátia entrou junto comigo, era uma médica jovem e simpática. Ela conversou com a médica, a médica perguntou se podia me examinar, examinou e falou que eu estava com quase 8cm de dilatação, e que estava tudo bem, sentiu a cabeça da bebê e disse: “Ela está aqui embaixo já” e disse que ainda sentia um pouco de bolsa, não tinha estourado por completo. Perguntou se eu queria que ela estourasse o restante da bolsa, falei que não. Seguimos. Ela disse que ia tentar conseguir um quarto pra mim, até minha médica chegar eu ficava lá com a Doula e Daniel e ela iria me assistir. Kátia foi embora. Seguimos para o quarto. Lá a Doutora fez um cardiotoco, muita dor, Ariane segurando minha mão, tudo ok com o coração. Ligaram para a minha médica, Daniel também e o cel dela estava sem sinal.

Pensando no caso da minha médica não conseguir chegar a tempo, conversei com a plantonista, falei pra ela que se fosse ela a me assistir eu não queria a Episiotomia. Ela me olhou com uma cara de estranhamento e disse: “Tudo bem”. Ela estava assistindo mais 2 gestantes no plantão. Ela me deixava lá no quarto em TP e vinha de vez em quando. Eu pedi para ir para a sala de parto humanizado. Ela disse que tinha uma gestante lá, mas foi verificar se já havia saído para me transferir. Ensinou-me a empurrar (fazer força) e fez aquela pressão de eu ter que dilatar logo, fiquei um pouco pilhada e preocupada em apagar logo o colo. Mas, quando ela saía do quarto a Doula me tranquilizava falando para eu não fazer muito esforço pra dilatar, que não precisava se eu não quisesse e que eu ia precisar de energia para o expulsivo para ficar calma que naturalmente iria dilatar. A Ariane fez rebozo em mim, e também pendurou um pano (não sei o nome) na porta do quarto e o Daniel segurou o trinco por fora e eu puxava me apoiando no pano e fazendo força. Pingava muita água da bolsa no chão. A água estava bem clara (a plantonista tinha dito que não era bolsa que era xixi e que minha bolsa tinha um pouco de mecônio, mas não tinha, uma enfermeira do hospital que entrou para preencher um documento disse em certo momento no quarto que minha bolsa estava bem clarinha e me confirmou que era líquido da bolsa, então eu disse a médica que era minha bolsa pingando rs). A médica voltou e disse que ficou vaga a sala de parto e poderíamos ir pra lá, disse que não tinha conseguido ainda falar com minha médica. Eu perguntei pra ela, se caso precisasse, por ventura, ir ao centro cirúrgico se minha Doula podia entrar comigo, ela permitiu caso fosse necessário.

Seguimos para sala de parto humanizado. Ufa. Tinha um banheiro com chuveiro quente, bola, banqueta de parto, uma cama, e outros equipamentos lá. Continuei nos exercícios com a Ariane. A médica veio de novo, eu não processava mais o que ela perguntava pra Doula e pro meu esposo, nem ouvia, só quando ela falava diretamente comigo. Quis me examinar, eu disse que só se ela quisesse fazer o toque eu estando em pé mesmo porque não dava mais pra deitar, ela fez, eu estava com 9cm. Fui para o chuveiro quente com marido e doula. A médica saiu para assistir as outras gestantes. Depois de um tempo ela voltou e só lembro que o colo estava apagado. Parto é aventura viu gente…

No chuveiro quente, lembro que a dor triplicou e eu já não via muita coisa, nem ouvia. Lembro-me de estar alternando entre bola e chuveiro, meu esposo fazendo massagem no meu quadril, eu muito alterada, gritando.  Um certo momento, entrou uma enfermeira lá, falou com as pessoas alguma coisa lá. Pedi a banqueta para a Doula, desligamos o chuveiro, não estava aguentando, em nenhuma posição eu ficava bem. Sentei na banqueta/banquinho de parto e abracei a bola na minha frente. Gritava muito a cada contração e fazia força pra baixo, meu corpo ia pra traz, meu esposo segurava, agachado atrás de mim. O celular do meu marido tocou alto. Quase bati nele. Mandei-o calar a boca… “partolândia” total rsrs, qualquer barulho soava como uma tortura… Falei pra ele desligar o celular, ele disse: “É a Doutora Juliana, ela chegou no hospital.”

Eu ouvi a voz dela ao longe entrando na sala de parto, ela apareceu na porta da sala de parto, veio correndo com a roupa do corpo, como dizem. Deu-me um alívio quando ouvi a voz dela chegando e eu falei: “A Doutora Juliana chegou, eu sabia que ela ia chegar, a chamei pelo pensamento.” Ela teve um problema no celular, quando ela viu as diversas chamadas do hospital, da Kátia, do Daniel, ela saiu correndo, como mora próximo, chegou rápido e ligou para o Daniel quando estacionou no hospital.

Lembro-me da plantonista vindo a porta do banheiro da sala de parto se despedir de mim. Não lembro nem se falei algo pra ela, só lembro da sensação que: ou eu estava morrendo ou minha filha iria nascer. Não existiam intervalos entre contrações, não existiam pensamentos. Só sentimento e dor. Acho que já era o expulsivo. Eu gritava, uma enfermeira saiu pra chamar a pediatra de plantão (não deu tempo o pediatra que chamamos chegar), a Drª Juliana estava agachada na minha frente com as mãos embaixo esperando, a Ariane estava agachada na minha frente, e os puxos vinham avassaladores e eu só conseguia gritar e respirar. Lembro que foram 4 puxos, eu sentia uma pressão imensa embaixo, tava meio escuro, eu sentada, vinha só a luz baixa da sala (eu havia pedido pra desligar a luz), alguém acendeu uma lanterna (acho que foi a Doula), Lembro que senti o círculo de fogo e falava que estava queimando, em um puxo senti sair a cabeça, a Ju falou: “Ela está aqui, ela está aqui, na próxima ela vem”. O puxo veio, eu fiz a maior força da minha vida, empurrei junto ao puxo e ela nasceu às 5:57 do dia 07/03, quarta-feira, lua cheia. Não sei quanto tempo durou o expulsivo mas a médica e a Doula falaram que foi rápido.

A dor sumiu, eu fiquei eufórica, a Doutora agachada mesmo me entregou ela, e quando eu a peguei, ela chorou. Uma emoção indescritível. Estava alí nós 5, eu, o marido, a médica, a doula e a bebê. Daniel começou a chorar quando nossa filha chorou. E eu a sorrir e a médica também e eu disse para a médica quando ela me entregou: “É minha filha, minha filha nasceu, Maria Flora, meu Deus e agora o que eu faço? eu não sei de nada” e a Doutora falou: “Mas você irá aprender”. Esperamos o cordão parar de pulsar, o pai cortou o cordão umbilical.

Apareceu a pediatra de plantão na porta do banheiro da sala de parto, rs. A médica levantou e conversou com ela a respeito da nossa escolha de não pingar o nitrato de prata no olho da criança e eu pedi pra pediatra não fazer aspirações nela. A pediatra nos atendeu respeitando nossas escolhas. A Pediatra pegou a Maria Flora, junto com Daniel e a Ariane ficou comigo para me ajudar a levantar da banqueta. A partir daí lembro-me apenas eu retornando e Daniel me segurando um braço e a Doutora no outro braço, eu havia desmaiado. Uma queda de pressão. Eles me levantaram, a médica conversou comigo, eu estava meio tonta ainda, me deitaram na cama, fizeram alguns procedimentos lá para minha pressão. Lembro-me de tudo voltando ao normal eu ainda com a vista meio turva, a doula e a médica conversando de parto na sala, o pediatra que chamamos abrindo a porta falando conosco que ele estava disponível qualquer coisa que precisássemos e passaria no dia seguinte no plantão dele no nosso quarto. A pediatra plantonista concluiu a avaliação na Maria Flora e eu pedi para trazer ela até a cama para mamar, nasceu com apgar 9/10, 3,700kg e 51cm, estava tudo bem. Ela pegou o peito e mamou. Momento mais lindo da vida. Ficou o tempo todo conosco, alojamento conjunto.

Foram duas noites sem dormir… quase 30h de trabalho de parto. É trabalho de parto que chama né? É trabalho e não férias viu gente rs. Concluo dizendo que, se você quer mesmo parir, te prepara para a maior aventura da sua vida.

Sou imensamente grata por ter vivido esta história e por todas estas mulheres maravilhosas junto comigo no momento mais importante da nossa vida. O nascimento de um ser humano, o nascimento de uma mãe, o nascimento de um pai, o nascimento de uma família. Renascemos todos.

Doula: Ariane Castro.

Enfermeira Obstetra: Kátia Zeny.

Médica: Drª Juliana Paola.

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(Fotografia tirada pela Doula, do celular).

 

Por que escrever em um Blog?

Então, cheguei até aqui, a criação de um blog. Após tantas sugestões de amigos queridos que me acompanham em minha página no Facebook. Gosto de compartilhar histórias vividas no cotidiano, minhas percepções de experiências vivenciadas, opiniões, fotografias, viagens, histórias de familiares (e até do meu gato Chico), poesias (raras vezes escritas por mim, muitas vezes as de Fernando Pessoa, haha). Confesso que relutei um tempo, achava que não levava jeito para ser blogueira (ainda acho). Desconheço ferramentas para Blog, fiz uma breve pesquisa. Porém, refleti que publicar os meus escritos, mesmo que despretensiosamente, é uma forma de deixar registrado, de interagir e de me conectar com as pessoas; Além de, como dizem os psicólogos, ser terapêutico.

Pretendo com este blog compartilhar um pouco da vida em contos, crônicas, relatos e escritos despretensiosos, sempre que possível com leveza. Acredito que, compartilhando um pouco o que há em nós também aprendemos mais sobre si. Escrever também é uma forma de autoconhecimento. E confesso que, no auge dos meus 31 anos, uma coisa eu tenho que reconhecer: comunicação é o meu forte. Eu gosto de me comunicar com as pessoas. Conversar é uma das coisas que eu mais gosto de fazer na vida, desde sempre, em qualquer lugar. Por isso, me conecto rápido com as pessoas.  E é algo que me faz bem, conhecer as pessoas e suas histórias de vida. Então, sabe aquela pessoa que faz amizades na fila do check-in no Aeroporto? Aquela pessoa que tem uma amiga que conheceu numa viagem de 3 dias, numa ilha? E nunca mais perdeu contato, apesar da distância (na época ela em SP e eu em JP) conheci a família dela e é amiga até hoje… sabe aquela pessoa que faz amizade na fila do supermercado? Na farmácia de homeopatia… Prazer, sou eu!

Sou paraibana, sim senhor (como diz na minha terra). Casada com um mineiro e estou morando no sudeste. Recém mãe de uma menina, vivendo intensamente a maternidade real. Também irei compartilhar neste blog algumas das minhas percepções de maternidade e aprendizados nesta jornada incrível. Estou mergulhada neste universo luminoso de criar um ser humano.

Espero que este blog possa ser um gatilho para mover as engrenagens da energia criativa em mim.

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(Fotografia feita por mim, em 2016, numa fazenda em Areias-SP)